segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Menos consumo, mais igualdade e viva a ecologia!

Sempre há de ter quem precise do que você não quer mais, esta é a lógica da Grátis Feira, que será realizada neste domingo (24), no Lago

Bruna B. da Luz

Meu pai sempre me diz: “Eu não conheço nem a mim, quem dirá aos outros”. E ele tem razão. Tanto é que com o passar do tempo, com novas situações, novas experiências, a gente vai se conhecendo cada vez mais. Ou será que a gente vai mudando e se surpreendendo na medida em que os cabelos e as unhas crescem, e as costas começam a doer?  Eu mesma já tive “N” facetas. Já usei calças largas e blusinhas apertadas exibindo parte da barriga, pra honrar as letras de rap que eu decorava. Também já andei maquiada e de salto para agradar a minha mãe. Já usei saia longa, lenços e regata na minha época Flower Power. E hoje eu só quero é conforto, sem estampas, por favor.  A moda a gente passa e repassa de acordo com o que a gente está sendo naquele momento, de acordo com nosso estado de espírito.
Minha mãe sempre guardou suas “roupas de solteira” esperando que eu as usasse ou que talvez elas voltassem a servir. Por isso sempre tive uma ou outra peça anos 80 no meu repertório, mesmo tendo nascido em 89. Usar coisas velhas é o maior barato, pelo simples fato de que é diferente. E se exclusividade não fizesse tanto sucesso, as empresas não estariam investindo tanto na personalização de produtos. É por essas e outras que o “troca-troca” de roupas e calçados está “bombando” na internet, seja através de sites específicos, como o “Enjoei”, ou por meio de grupos do Facebook. É a adaptação dos brechós à nossa era da informação digital. Aqui em Cascavel, por exemplo, a mulherada (elas é que estão comandando esta nova moda) está criando diversos grupos onde diariamente compram o que não tem nas lojas e vendem aquilo que não lhes serve mais, seja por gosto, seja por tamanho. É muita peça diferente e tudo a um precinho bem camarada, basta não ter problema em usar usados.
Mas mais legal que isso, é uma ideia que surgiu aqui em Cascavel, a Grátis Feira. Lá o princípio é o mesmo, se desfazer do que não usa mais e ter acesso a coisas que precisa. Só que neste grupo do Facebook nada é trocado, nada é vendido e nada é comprado. Tudo funciona na lógica da doação. Vale tudo, livro, móveis, roupas, sapatos e até bichinhos de estimação. Além do grupo na rede social, a Grátis Feira também é realizada de forma presencial. No próximo domingo (24) vai ser um destes dias. A feira vai ser realizada no Lago e para participar basta ir até lá. Se você tem coisas para doar, leve. Se você quer dar uma olhada e até levar para casa alguma coisa que precisa, é só chegar.  A feira pode ser “chamada” por qualquer pessoa e em qualquer lugar. Mariana Sosnowski, já chamou duas feiras, e está envolvida na de domingo. Ela contou que o objetivo é realizar estas feiras todo o último domingo do mês, mas para isso precisa da colaboração de São Pedro. “Se chover a feira será automaticamente cancelada”, explicou. O evento terá início às 16h e deve seguir até o anoitecer.

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